16 de fevereiro de 2011

pensamento de uma geração



fonte: absolutamente desconhecida

14 de fevereiro de 2011

Ao Valentino, deixo esta

"A dress has no meaning 
unless it makes a man 
want to take it off" 
Françoise Sagan

Vestido fora, e a coisa correndo bem, o homem apaixona-se. 
Antes disso, nunca. 
Não se iludam.

13 de fevereiro de 2011

total chaos

     Não, não desatei a ouvir bandas de street punk que nem uma alucinada.
     É o estado da minha casa, mais precisamente do roupeiro e do quarto no geral. Tenho tanta coisa espalhada em cima da cama (1,60m por 2,20m; atenção), que nem consigo dormir lá em cima. O que é um problema, uma vez que não me apetece arrumar nada.
     Porquê, porquê, porquê?!?! Tenho que me deixar rapidamente de dramas no que toca à roupa que visto. Cada vez que se combina uma noite de copos dá nisto. Tendo em conta que tem sido todas as semanas, qualquer dia o meu roupeiro não vai passar de uma caixa vazia e silenciosa, de tantos ataques que tenho a tirar tudo lá de dentro.
     Desconfio que hoje durmo no sofá... ou isso, ou encaracolo-me num cantinho do colchão. 

(...suspiro...)

10 de fevereiro de 2011

hoje de manhã

     Nesta altura do ano já começa a ser possível tomar o pequeno-almoço na minha varandinha com vista para o parque. Pego nas torradas e no chá (hoje, romã) e sento-me lá fora ao sol, enquanto trinco o pão estaladiço cheio de doce de mirtilo.
     O sol está morno, bate-me na cara e nas pernas e é o suficiente para me por logo bem disposta. É de luxos como este que a minha vida se sustenta: a manhã quase primaveril, os pássaros a cantar e o barulho da cidade como pano de fundo. Aqui mesmo ao lado tenho avenidas cheias de movimento e de stress, mas nestes meus três metros quadrados reina uma paz absoluta.
     Absorvo estes momentos como o privilégio que eles são: o facto de ter podido fazer isto quase todos os dias destas semanas de bom tempo, raro em Fevereito. Saber que quando começar a trabalhar isto vai ficar relegado para o fim de semana, que sabe sempre a pouco.
     Mas agora, enquanto as semanas ainda são minhas, e enquanto as manhãs estão cheias de calma e de tempo, aproveito o silêncio da casa para estar comigo. E enquanto absorvo este sol que tanto me faz falta e observo o meu gato deitado a aproveitar o calor, percebo que enquanto eu souber dar valor aos momentos bons que a vida me proporciona, vou sempre estar de mão dada com a felicidade.
     A minha mãe ensinou-me que longe de ser um estado de espírito constante, a felicidade não é mais do que momentos que, ao longo da nossa vida, juntamos numa caixinha branca. Quantos mais momentos de felicidade, melhor. É como armazenar um stock para os dias frios e tristes; memórias quentes que nos fazem sorrir. Que nos dão força para continuar.

7 de fevereiro de 2011

ai a minha vida

Pronto, agora é que é.
Andei dois aninhos mesmo porreiros e a sentir-me mesmo bem. A sentir-me a maior. Uma rapariga mesmo esperta. E inteligente. Mesmo cool. É que soube mesmo bem.
E pronto que está o meu portfolio, eis que começo a saga "arquitecta/designer-à-procura-de-emprego". E como me tem constado, pelo andar da carruagem a coisa vai ser dura. A coisa vai ficar preta. É que não há nada melhor para destruir a auto-estima profissional de uma pessoa que enviar uma catrefada de cv's e não ver resposta a nenhum. Ou correr por umas quantas entrevistas e nada... Eu sei, que já por ali andei.
Fica por aqui a notificação: se souberem de alguma coisa, se precisarem de um projectozinho catita para a vossa casa, se algum amigo vosso precisar de colaboradores - Hellooooo! Pick me!
Vou juntar as maozinhas agora, em sinal de oração.

6 de fevereiro de 2011

é a minha vez de escrever um elogio ao amor

     Desde que comecei a prestar atenção - e faço-o desde cedo - que ouço as maiores injustiças ao amor. 
     Que é difícil. Que é lixado. Que dói. Que não vale a pena. Que é fodido. Que dá trabalho. Que não é fácil (pode parecer, mas não é o mesmo que dizer-se que é difícil). Que não se encontra. Que já não existe.
     É com grande alegria que afirmo, grito se preciso for, que não só é injusto, como é absolutamente falso. E seja porque estou na fase do "digo o que tenho a dizer, custe o que custar" ou porque tenho a sorte de ter por perto pessoas que valorizam a verdade acima de todas as coisas, seja pelo que for... decidi escrever um elogio ao amor. O meu elogio ao amor. 
     Não sei quem é que anda por aí a ler-me, mas pode ser que, além de contribuir para a minha terapia pessoal, ajude e dê que pensar a quem, seja porque razão for, acha que o amor é um impropério.
     O amor é fácil. O amor acontece. Surge quando menos se espera. É bom. Como disse um dia alguém, o amor é. E isso chega.
     Parem lá com as psicoses. Com os medos e com os traumas. Parem de procurar os caminhos mais fáceis. Deixem de lado o programado. Aceitem o amor como ele é; imprevisto. Aceitem-no. Nós é que fazemos do amor difícil. Lixado. Doloroso. Indigno. Fodido. Trabalhoso. É que fazer dele isto tudo, significa que deixa de ser amor e passa a ser uma série de coisas desprezíveis.
     No dia em que cada um de nós deixar o amor pura e simplesmente ser, ele é. E aí somos mais felizes. Garanto, porque já vi acontecer.
     E é por isso que eu acredito. E é por isso que eu espero. 


“O amor é o nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa.”
Willis Harman e Howard Rheingold

4 de fevereiro de 2011

Lado Lunar

(Para a M.)     

     Ou, no meu caso, um grande mau feitio. O meu lado lunar é esse. E toda a vida ouvi queixarem-se dele. Toda a vida foi mencionado, e não como característica; como defeito. E agora que caminho já para os vinte e oito, que me vejo e me aceito como sou, agora percebo que o meu lado lunar é das melhores coisinhas que para aqui andam.
     Lamento se não concordo com a população geral que compõe a minha família e amigos. Lamento se acham que deveria fazer um esforço para que ele aqui não estivesse. Porque quanto mais vivo, quanto mais aprendo, mais me apercebo que o meu mau feitio é das coisas que gosto mais. E este tempo todo da minha vida adulta em que fiz um esforço (sobre)humano para o amansar, para o polir, para o eliminar, foi dos maiores erros da dita vida. Porque enquanto eu trabalhava esse meu lado, enquanto eu parava e pensava “tem calma, não reajas, não deixes o mau feitio reagir por ti”, aí, nesses momentos, foi quando eu deixei que me passassem por cima. Foi nesses momentos em que, por pudor e receio, me contive. E não disse o que pensava. E não travei a tempo quem, por justa medida, deveria ser travado.
     Pior; ao travar a minha energia, ao lutar contra a minha natureza, parei e assisti impávida a diversos impropérios dignos de um dos melhores ataques que o mau feitio proporciona. E porque fui contra ela, engoli o meu orgulho e travei batalhas silenciosas em mim durante semanas, que em cinco minutos teriam ficado resolvidas. E travar batalhas internas dessa espécie é coisa que não traz bem a ninguém.
     E neste mundinho difícil, onde muitos não olham a meios para atingir os fins e não parecem importar-se com o próximo, parece-me que essa etiqueta colada a mim é o menor dos meus problemas, se graças a ela evitar o mau-estar que me causam determinadas situações. Por isso, para certas alturas, adoro o meu mau feitio. E para as outras também.
     Venho assim por este meio dizer à minha população que desculpe qualquer coisinha nos próximos tempos. Andei muitos anos a limar o lado errado; agora vou ter que deixá-lo à solta a rugir. É só o tempo de aprender a domá-lo da forma certa; muito diferente do que tenho feito até agora. Deixem que me salte a tampa. Dificilmente será contra quem me ama.


31 de janeiro de 2011

dancing with myself

A noite de sábado foi gira, acima de tudo porque estou numa nova fase e diverti-me muito por mim, e comigo.


Obrigada casal pipoca. Com vocês, é sempre muito cool.

27 de janeiro de 2011

um brinde ao passado, pela lição do futuro

24 de janeiro de 2011

Não dei por isso

Eu sou a excepção que confirma a regra, muito provavelmente. Ando sempre ao contrário dos outros. Pois que hoje foi um dia óptimo para mim. Ontem também. E espero que amanhã seja igual. Aliás, que 2011 seja todo no espírito cool que me assola.
Ando feliz, que posso fazer?


"Blue Monday" é a expressão utilizada para caracterizar o dia mais deprimente do ano. É hoje. De acordo com Cliff Arnalls, professor da Universidade de Cardiff, há vários factores a fazer do dia 24 de Janeiro, um mês depois do Natal, o pior dia do ano. Se não se acredita, basta calcular a fórmula 1/8C+(D-d) 3/8xTI MxNA e analisar os resultados.

Cliff associou a letra "C" ao clima. Em Janeiro os dias são normalmente mais cinzentos e frios. Nada mais inquestionável, atendendo às temperaturas negativas que se fazem sentir em toda a Europa, e desta vez Portugal não é excepção. Esta madrugada foi uma das noites mais frias do ano e quase todo o país acordou com temperaturas muito baixas. A letra "D" representa todas as dívidas que foram contraídas no período natalício e agora serão saldadas. O pagamento dos cartões de crédito é feito no final do mês, imperativamente. As prendas, os jantares e almoços fora, as viagens, as lotarias representam gastos extra, característicos de Dezembro, e mais elevados que o habitual para todos os portugueses.

Outra das características do início do ano são as promessas de mudar de vida. Essas ponha-as na letra "d" minúscula. As boas intenções do início do ano começam a encurralar os que muitas promessas fizeram no fim de 2010: deixar de fumar, ir ao ginásio, emagrecer e por aí adiante. A motivação que ainda resta foi incluída pelo professor Arnalls na letra "M". Para terminar, o "NA" é, de acordo com o investigador, a necessidade de agir rapidamente para mudar de vida.

Fonte: http://www.ionline.pt 24 de Janeiro de 2011