14 de novembro de 2010

I'm not home, but my shoes are. Leave them a message.

Esta era a mensagem de voice mail da lovely Carrie Bradshaw.
À primeira vista soa fútil, mas na verdade a Carrie passa a mensagem... Só quem está nos nossos sapatos é que sabe.

Este blog teve que levar uma volta. Mudou de nome, mudou de look. A essência é a mesma, porque a essência sou eu.

12 de novembro de 2010

A mais importante descoberta de todas

Andei tanto tempo a tentar ser perfeita
que me esqueci de ser... eu.

9 de novembro de 2010

(des)equilíbrio

Há fases na vida em que existe uma linha invisível riscada no chão, a giz. No exacto sítio onde nos encontramos. Essa linha é uma marca, uma fronteira, o limite entre o cá e o lá.
E nessa fase, estamos com uma perna em cada lado. Já não estamos exactamente no lado de cá, que foi a vida que conhecemos até hoje e que sabemos, está prestes a terminar. Uma etapa concluída. Mas também ainda não a ultrapassámos completamente, ainda não entrámos exactamente na outra etapa, ainda não demos o passo para o outro lado.
Estamos no limite entre o visível e o invísivel. No limbo. No espaço pequeno e confuso do meio. Entre os dois.
É uma fase complicada. É difícil, é exasperante. É essencial.

6 de novembro de 2010

Há dias assim


Tenho a certeza que sou eu que ando mais atenta ao que existe à minha volta.
Só pode ser; não começaram, do nada, a existir coisas interessantes a cada passo que dou, a cada olhar meu. Facto é que agora, noventa por cento das vezes que tiro o telefone da carteira é para fotografar, e não para comunicar.
Deixo aqui algumas imagens do mundo que vi hoje. Comunico partilhando, digamos assim.




... com a cabeça nas nuvens.



... verdades que têm de ser ditas.




... podia ser pior.

Encontrei esta exposição genial no Chiado, na Rua Garret. Mais precisamente na entrada para as galerias e estacionamento, ali mesmo ao lado da Gardénia. Tentei com muito esforço fixar o nome do artista que criou esta instalação e do responsável por estes textos, mix de culinária e da vida. Quem me conhece, conhece a minha fraca memória, e não levará a mal. Não me lembro mesmo.

Depois de um grande esforço visual (esta instalação tendia para um nível bastante alto) e de uma ligeira dor de pescoço, segui caminho para me encontrar com uma montra, que grita o seguinte:

Do you have time for life?

A minha resposta é sim e adoro isso. Adoro ter tempo para a vida, ter tempo para viver. É isso, alias, que dou por mim a fazer a maior parte do tempo, enquanto olho e vejo quantos por mim passam tão ocupados com tanta coisa que se esquecem dessa parte. Ter tempo para viver é a melhor coisa do mundo, é a descoberta perfeita. E é extremamente fácil ser feliz assim.

2 de novembro de 2010

Passeio comigo

Ontem passei o dia a passear. Aproveitei a ausência da chuva que assolou este cantinho à beira-mar plantado, aproveitei o meu estado de espírito, e lá fui eu. Sozinha, é certo, mas achei a minha companhia reconfortante, durante a maior parte do tempo pelo menos.
Comecei na praia, percorri a marginal, parei para me sentar e sentir o frio outonal que vinha do oceano. Parei, na verdade, para contemplar o brilho prata que ontem havia naquele mar.
Depois almocei e pus os pés ao caminho, Chiado acima, Chiado abaixo.
Gosto muito de observar, e tenho maior facilidade em fazê-lo quando estou sozinha. Adoro companhia, mas distrai-me deste vicío que eu tenho.
E ontem apetecia-me ter fotografado alguns momentos que testemunhei. Não o fiz por vergonha, por timidez; não consigo pôr-me a fotografar pessoas que estão em momentos como aqueles - tenho a certeza que estragaria a coisa com o meu inocente voyuerismo. Mas há qualquer coisa de tão perfeito nas pessoas que eu vi.
Um casal sentado na escadaria da Basílica, a olhar a rua e a conversar. Foi uma sensação de conforto, olhar para eles. Sentir que se encontraram nos gostos um do outro, no prazer de não fazerem nada juntos, depois de fazerem tanto. O pai que levava a filha pela mão e se ria de qualquer coisa de engraçado que ela tinha dito. E a mãe que os observava sem ser vista, com aquele sorriso de quem gosta do que vê.
Foram alguns minutos perdida neles, que fizeram valer o meu feriado e o meu passeio. Que lhe deram a nota de esperança de que um dia eu vou estar assim, sentada contigo, a fazer o mesmo. Ainda que não saiba quem tu és.

27 de outubro de 2010

Closure

Há males que vêm por (muito) bem. Principalmente quando, à primeira, temos inclusivamente a tendência para achar que não valeu de nada a experiência e o sofrimento. Errado. E é tão bom quando chegamos a este ponto onde eu estou agora; closure.
Dá vontade de sair à rua, abrir os braços para cima e abraçar o fresco da manhã. Apetece gritar "Next!", que esta etapa já está feita, e agora as possibilidades são um conjunto de tantas coisas, um mundo inteiro de exemplos. Deve ser mais ou menos assim que se sente um bebé quando começa a descobrir os cheiros, as cores e as pessoas. É isto que eu sinto; é tudo novo, e fresco e excitante. Sinto-me bem, sinto o sangue nas veias, o excitamento da descoberta. Sinto-me viva.

25 de outubro de 2010

baby, talk is cheap

Vamos ficar juntos para sempre junta-se ao típico adoro-te e ao fazes-me tão feliz, que, adicionados ao sinto-me tão bem contigo e ao não é a minha casa, é a nossa casa fazem com que a defesa feminina, que levou meses, senão anos a erguer-se, caia por terra ao fim de três meses.
Puff, já eras! surge a piscar em letras grandes e luminosas no teu cérebro e sabes que estás perdida(mente apaixonada)...
E nesses primeiros dias flutuas de tal forma que os 8 centímetros que tens debaixo dos pés mal tocam a calçada. Ficas meio tonta, com o sorriso assim sempre de viés no rosto, a condizer com a pele impecável (pois, pois...) e os olhos brilhantes.
Aquelas máximas que andaste não-sabes-quanto-tempo a enfiar na cabeça para não te magoares, frases como Expectativas? Baixaaas... desaparecem para uma caixa perdida nos confins do cérebro.

Mas baby... talk is cheap, e já tens mais que idade para perceber isso.

À primeira, o becs becs becs que tanto te enlevou... desaparece. Se não por inteiro, perto disso. Porquê? Porque fazia parte da caçada, e essa já terminou; fácil ou não, eras a presa, e já estás apanhada.
E de repente, tu, que eras divina e maravilhosa, que tinhas uma inteligência aguçada que te fazia senhora e rainha da sensualidade, passas a ver-te tão cheia de defeitos, que ou ele é o maior génio à face da terra e descobriu em semanas o que ninguém viu em anos... ou algo está realmente errado. E é com ele. Só que tu estás apaixonada certo?
E assim isso vai passando entre as gotas da chuva.
E à primeira dificuldade, ao primeiro grande senão... ele salta fora. Oi? Sim, fora. Quando dás por ti, já ele está a milhas.
Não estou a perceber... Não queria ir viver contigo?
Queria...
Então? E não estava sempre a falar no futuro?
Estava...
Mas já não está.

É mais fácil dares de frente com homens cheios de fobias de relacionamento, do que com estes. São mais raros, disfarçam bem, iludem. São absolutamente mais perigosos. E é assim que as tuas cicatrizes aumentam. E que a tua experiência cresce. É assim que te tornas mais forte. Tiras da vida mais uma grande lição; quem muito fala, pouco acerta.

22 de outubro de 2010

Este é para vocês

Que me dão força e me inspiram com a magnitude das vossas palavras. Que estão aqui, mesmo quando estão ali.
Que acreditam que não existe força maior que aquela que vemos reflectida em nós ao espelho, e que me dizem que vai ficar tudo bem.
Pela metáfora do fósforo no quarto escuro. É assim que eu me sinto, à espera para ver o que a luz me quiser mostrar, na penumbra da vida desconhecida que ainda me aguarda.

Obrigada às minhas amigas. Sem elas (aí sim) eu seria muito pouco.

(A L. enviou-me um email maravilhoso às 12.10pm. A F. enviou-me um email maravilhoso às 12.11pm. Isto é mágico. A mim diz-me que estamos unidas por uma força que poucos compreendem.E a M. Mesmo que isso signifique 3 chamadas telefónicas, quando não é possível um café.)

21 de outubro de 2010

Alguém me disse uma vez que quando se perde tudo, a primeira coisa que se perde é o medo. Que seja então!

20 de outubro de 2010

a friend once said

Continua a ir atrás dessa paz de espírito porque sem ela encolhemos perante o mundo.

Achei que merecia vir para este muro que é o meu blog.