3 de março de 2013

Voltei

Que se lixe, preciso de desabafar. Preciso de dizer caralhadas, misturar uns foda-se à coisa, e já sou uma menina crescida, já não posso atirá-los cá para fora em público em género "estou-me a cagar para o que os outros pensam". Estou. Mas prefiro blasfemar por aqui, que ninguém me lixa o juízo.
Voltei ao Blogger.

25 de junho de 2011


21 de junho de 2011

Solstício de Verão


É o dia mais comprido do ano. A noite mais pequena. 
Um dos meus dias preferidos, de sempre.
Hoje ninguém me apanha em casa.

20 de junho de 2011

"O que as outras pessoas pensam de ti não te diz respeito."

Foi das coisas mais sábias que ouvi nos últimos tempos.

19 de junho de 2011

walkabout

Tenho andado a passear por outros trilhos. E parece que isto às vezes não é só uma questão de comprar uns sapatos novos; às vezes, optar pelo caminho menos óbvio, mais sinuoso ou esburacado, pode resultar na surpresa maravilhosa de se chegar a um sítio novo e lindo. O contrário também pode acontecer, mas tenho vindo a descobrir que isso é tendência para quando se anda numa linha de pensamento mais para o negativo.
Assim, com um sorriso de feliz (que ando), sobre umas plataformas de 15 centímetros (que adquiri e adoro), e por um caminho cheio de curvas (atrás das quais existe sempre uma boa surpresa, nem que seja uma papoila), vou caminhando pela nova vida que criei para mim.

10 de junho de 2011

Óia!

O Engenheiro José Sócrates vai um ano para Paris, estudar Filosofia.
Assim está bem. Enquanto o Ex Primeiro Ministro Islandês vai ser julgado por negligência, o nosso Ex vai curtir a vida parisiense, e diz que vai estudar.
Gostava de saber se o curso de Filosofia é do mesmo género do outro, o de Engenharia. Se for, peanuts Engenheiro...

8 de junho de 2011

Bronca pós eleitoral

   A Eurodeputada Ana Gomes comparou o Doutor Paulo Portas ao alegadamente-porco-Strauss-Kahn. Acho um bocado grave. A bem da verdade, acho de uma bestialidade impressionante por parte da senhora fazer este tipo de acusações. Em qualquer altura do ano, mas principalmente no rescaldo das eleições. Soa a ressabianço.
   E agora tudo pode acontecer... 
   Será que o Dr. Paulo Portas reage sob forma de um mega processo por difamação? Ou age numa de superior e a ignora? A senhora é pessoa para ficar puta da vida com a segunda hipótese.
     

5 de junho de 2011

Eleições III

Ai Peter Steps Rabbit, Peter Steps Rabbit...

Não sei do que tenho mais medo; se de ti, ou se por ti.

Eleições II

Sócrates tem mais encanto
Na hora da despedida.

Eleições I

A possibilidade de ter havido uma abstenção até aos 40% é coisa para me pôr os cabelos em pé. Fico impressionada com tamanha percentagem de imbecis. 
Como é que poderemos alguma vez ser respeitados enquanto país, se quando chega o momento de lutarmos pelo direito a ele, quarenta por centro dos seus eleitores revelam tamanha bestialidade? A sério, mais valia invadirem-nos de vez.

1 de junho de 2011

Wish list

     Tirei a tarde para, enquanto trabalhava, arejar e sentir o cheiro desta Lisboa tão boa e tão solarenga. Passei-a quase toda sentada no Quiosque da Catarina Portas, no Príncipe Real. Limonada no ponto (adoro não ter que pedir um pacote de açúcar extra), sombra das árvores do jardim e revistas de arquitectura. Tão bom!
     O Príncipe Real tem uma energia que sempre me espanta. Aquela coisa de pensar, sempre que para lá vou (e vou muito) que adorava viver ali. Só pelas árvores. Aquelas árvores têm qualquer coisa, uma energia estável de quem ali está há muito tempo. Apetece enroscar-me nas raízes delas e esperar que me abracem e me deixem ali ficar a dormitar.
     Deixei-me estar ali umas horas, permiti-me a mim própria divagar pelo meu caderno. E parei de vez em quando, respirei fundo, acendi um cigarro e fiquei a ver passar. Ver passar devia ser considerado um hobby; é das melhores coisas para se fazer. Recostar-se na cadeira, e observar através das lentes dos óculos de sol, as pessoas que por ali passam. E as que por ali param. Ouvir conversas soltas "... ela nunca chega a horas, passo-me com isso...", "Mãe, desculpa, esqueci-me de avisar que vou chegar mais tarde...". Coisas deste género. O miúdo que tira o gelado da mão do pai. O cão que salta para o dono para depois desatar a correr pelo jardim outra vez. As teenagers que se sentam no banco a partilhar os segredos escondidos no telemóvel. Tudo isto é perfeito, arejado pelo vento que passa pelas árvores e nos refresca, enquanto o trânsito se acumula na Politécnica.

     Dali subi o jardim e fui espreitar o Secret Spot da Haagen-Dazs. Fica ali numa espécie de beco chamado  Pátio do Tijolo, que é uma ruazeca que nos leva a um edifício fabuloso, o Palácio Braamcamp. A ideia está muito engraçada; comer um gelado com vista para o Tejo no jardim deste palácio. Como não é muito grande, torna-se muito cosy, e há uma mistura fantástica de pessoas, de todas as idades. A vista vale por tudo, mas como não podia deixar de ser, a minha atenção prendeu-se na fachada daquele Palácio. E na curiosidade do que estará por trás daquelas janelas.
     Viver numa cidade como Lisboa pode ser, para pessoas como eu, ligeiramente sofrível. É uma cidade cheia de edifícios lindos, cheios de história e de valor. Cada rua, cada praça, possuem verdadeiros tesouros históricos. Custa-me imenso passar por eles e vê-los assim, pardacentos, silenciosos, tristes. Abandonados. E pudesse eu, que pagava para mudar isso. 
     Foi assim, sentada com o meu gelado e com os pés enterrados na relva fresquinha, em pura contemplação daquele palácio, que dei por mim a divagar e a compreender que existe uma lista relativamente generosa de desejos que, a serem concretizados, farão de mim (num futuro longínquo) uma velhinha bem feliz. E um deles seria a possibilidade de poder comprar edifícios como este palácio, reabilitá-los, para depois os vender, e deixar que fossem novamente vividos. Assim como uma mãe que cria os filhos para os dar ao Mundo. Sim. Era mesmo isto que eu gostava de fazer.

31 de maio de 2011

Taínhas da vida

Então, estava a conversar com uns amigos que me diziam, deliciados, que tinham comido uma taínha óptima, panada, pescada ali para os lados da cova do vapor. Taííínha?!, guinchei eu, cheia de nojo e já a esverdear.

Desculpem, mas para mim um peixe que é conhecido por comer, literalmente, tudo... é peixe para, se fosse mulher, ser puta. Blheck!

30 de maio de 2011

Outros caminhos

    Que a vida é muito engraçada, já se sabe. Que é irónica, também. Que tem fases injustas que depois são altamente compensadas, igualmente. Mas o melhor da vida são, de facto, os caminhos que percorremos. E os caminhos que percorremos em paralelo com caminhos de outras pessoas, de outras vidas.

    Os caminhos da L. levaram-na, como a tantos outros, para o outro lado do Atlântico, já lá vai mais de um ano. E os nossos caminhos são paralelos, mas quando podem cruzam-se, e é tão bom. 
Nunca testemunhei o crescimento emocional de uma pessoa tão de perto e tão perfeito, como testemunhei o dela. E é de mulher, o caminho que ela percorre. E desta vez percebi que quando temos a energia certa, quando acreditamos no nosso caminho, e quando permitimos que ele se cruze com os de outras pessoas, a nossa vida fica mais rica, e a nossa caixa de sabedoria fica mais cheia.

    A ti, L., obrigada. 

27 de maio de 2011

Eu às vezes precipito-me

O que é uma grande chatice.

24 de maio de 2011

What goes around, comes around











Pela via do costume.

23 de maio de 2011

Ai sim?

O senhor Paulo Campos - PS - diz que o "Sócrates é fixe!".
É, é... É fixe à brava. (Leia-se, por favor, com enorme entoação de ironia e estupefacção com tamanha ridicularidade.)
     Entretanto há uns dias, e ainda a propósito do escândalo de Monsieur FMI (mas não só), li um texto de Ana Margarida Craveiro no Delito de Opinião que me fez pensar novamente na questão do feminino na sociedade actual. Do feminino não, da mulher. Eu digo outra vez: Mulher. 
     Ultimamente tenho-me deparado com situações que me fazem parar para pensar em que ano e em que século me encontro. Não que eu seja distraída a esse ponto, mas esta sociedade tem coisas para lá de sinistras, e a forma como a mulher ainda é vista, e frequentemente tratada, transporta-me para essa dúvida. Podia dizer que era coisa de homens, que são eles que ainda nos olham de determinada forma, e nos julgam de acordo com as suas próprias medidas, mas as mulheres são igualmente injustas para com as suas congéneres. Coisa que muito me espanta. 
     Espanta-me que uma juíza absolva um homem (um médico) de violação. Espanta-me que outra juíza olhe uma mulher nos olhos e lhe diga que, sendo casados, a violação não existiu; para essa senhora, casar é o contrato que permite a um homem ser abusador, e force a mulher à subserviência. E à humilhação. Em pleno século XXI (estamos, mesmo?), espanta-me que este tipo de situações passem em frente aos olhos de uma assistência mundial, que observa, passiva, a ignóbil monstruosidade generalizada. E a facilidade com que se olha para o lado, com que se esquece.

16 de maio de 2011

(ATENCÃO: futilidade) Mas e o que eu adoro a nova campanha da Lacoste?

Adoro? Amo.



... quem tem olho é rei

     Muito ocupada a organizar a minha vida e a curtir a melhor altura do ano. 
    Repito: a melhor altura do ano. Calor perfeito, mais um grau estraga. Praia perfeita a semana inteira, o que é óptimo para actualizar as leituras. Eu tenho um grave problema com as revistas e jornais que compro; não os consigo ler em casa. Consigo com algum sucesso lê-los em esplanadas. Mas onde eu realmente devoro o Expresso, a Sábado, e a Visão e ainda consigo mandar uns excelentes lámirés pela Vogue, pela Elle e pela Parq... é na praia. 
    Absorção profunda de factor 15, de vitamina d e de cultura. Actualização dos últimos acontecimentos. Fico a saber tudo o que se passa por esse mundo fora e por este mundo dentro. E depois juntam-se os gossips e pronto, numa semana sou um poço de conversa para esta próxima (e que se avizinha mais fresca, snif). 
    Fiquei então a saber que o big boss do FMI é mais um a adicionar à lista de PCGTs (Patifes Com Grandes Taras), que o PS está à frente nas sondagens (omg! wtf?!), e que os adolescentes têm vidas duplas. Os meus pais bem podem levantar as mãos para o céu e dar graças a Deus pelos seus dois rebentos, tão sogadinhos, tão pacíficos. Também fiquei a conhecer um bocadinho melhor a mulher de armas por trás da ModaLisboa (Parq). Digo desde já que quando for grande quero ser assim como ela, decidida e cheia de ideias e de opiniões. 
     E como sou uma miúda relativamente previsível acabei o Domingo no Out Jazz a ouvir Guida de Palma e a por a conversa em dia. Com meio mundo, que aquilo estava à pinha. Saí de lá eram quase nove da noite. (E esta é a ultima vez que abordo o tema Out Jazz que ninguém me paga para tanto. Mas que é bom, é. E que se está bem, está(-se tão bem!). E que transforma qualquer neura de Domingo, transforma. Queres ser feliz ao Domingo? Vai ao Out Jazz. Qualquer coisa assim.)


I know you may not want to see me
On your way down from the clouds
Would you hear me if I told you
That my heart is with you now

She's only happy in the sun
She's only happy in the sun

Did you find what you were after?
The pain and the laughter brought you to your knees
But if the sun sets you free, sets you free
You'll be free indeed, indeed



B.H.

8 de maio de 2011

the pursuit of happiness #3


Tenho sérias suspeitas que o Out Jazz foi das melhores iniciativas de sempre.

Não me apeteceu levar a máquina desta vez. A imagem é daqui.